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| August 21, 2017

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Masutatsu Oyama

Masutatsu Oyama
kyokushinkaikan


  • HISTÓRICO DO SOSAI MASUTATSU OYAMA E DE SEU ESTILO DE KARATE: KYOKUSHINKAIKAN

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, ainda durante a ocupação do Japão pelos aliados, os espectadores de um Torneio de Karate levado a público pelos japoneses no “Sanno Hotel” de Tóquio presenciaram uma cena que nunca mais esqueceriam. Terminado o último combate, dois homens passaram a discutir em pleno tablado: um japonês magro e alto, que estava lívido de furor, e um coreano rijo e troncudo, que não demonstrava maiores preocupações.

    De repente o japonês saca um punhal oculto por trás de seu cinturão e rasga vivamente o ar em direção ao coreano. Num milésimo de segundo o braço do atacante é interceptado e um poderosíssimo soco reverso esmaga-lhe o rosto. Ouvisse um ruído de ossos quebrados e o agressor está no chão, agora salpicado por pequenas poças vermelhas. O homem estava morto, esfacelado por um único golpe! Esse episódio constituiu-se no ponto decisivo da carreira marcial de um jovem, então com 24 anos, que mais tarde adotaria o nome de Masutatsu (Mas) Oyama e que se tornaria mundialmente famoso. Masutatsu Oyama seguiu meteórica e tumultuada carreira nas artes de combate. Criança ainda aprendia Chabee (uma combinação coreana de Jujitsu e Kempo) na escola que freqüentava dos 9 aos 13 anos passou a praticar diariamente tanto o Chabee quanto o Boxe Shaolim na propriedade de seu pai, sob a orientação de um fazendeiro do norte da Coréia.

    Em 1937, por ocasião da guerra entre o Japão e a China começou a estudar Karate Shotokan, persistindo nesse estilo por dois anos. Não satisfeito, matriculou-se na Takushuko University para aperfeiçoar seu Karate, treinando por mais dois anos no distrito de Meijiro, Tóquio, onde Gichin Funakoshi ensinava.

     

    No auge do conflito entre Japão/ Estados Unidos e Grã Bretanha, aos 18 anos Oyama entrava para o Exercito Imperial e juntava-se a Butokukai – Organização Governamental que compreendia todas as principais artes marciais. Tornou-se então um membro da Kokai, especializando-se em táticas de espionagem e guerrilha. Oyama veio a ser aluno de Cho Yung Ju e de Tenshichiro Ozawa, com quem se submeteu a um “treinamento mental”

    Foi quando decidiu levar uma vida solitária nas montanhas, praticando Karate 7 horas por dia, aperfeiçoando suas técnicas e culminando na criação de um estilo que veio a chamar formalmente de Kyokushinkaikan, em 1961. A partir de 1952 e durante 10 anos, Masutatsu Oyama excursionou por quase todo o mundo, demonstrando seu estilo e propagando sua arte.

     

     

     

    Em 1963, com o quartel general Kyokushinkaikan estabelecido em Ikebukuro (Japão), Oyama avaliava em 20 mil membros o número de seus seguidores em Tóquio e em 50 mil por todo o Japão.

     

     

     

    Sua rede internacional expandira-se por 43 países (em 180 ramificações) e sua obra contava ainda com a publicação de 12 livros (dos quais 6 no idioma japonês), sendo o mais famoso deles “What is Karate?” com 170 mil exemplares vendidos até 1960.

     

    Possuidor de descomunal força física, Oyama ficou famoso pelas suas técnicas de quebramento: partia mais de 30 telhas, além de tijolos e pedras com uma única pancada descendente e matava touros também com um só golpe. Masutatsu Oyama esteve no Brasil por 03 vezes, visitando academia e como convidado em Torneios Sulamericanos.

     

     

     

    Infelizmente e para pesar de todos os praticantes de artes marciais um mês depois de diagnosticado um câncer pulmonar Masutatsu Oyama veio a falecer no dia 26 de abril de 1994 aos 70 anos de idade.

     

     

     


  • MASUTATSU OYAMA O ÚLTIMO DOS GIGANTES

    Oyama nasceu na Coréia em 27 de Julho de 1923 e recebeu o nome de Hyung Yee. Só mais tarde, quando decide dedicar sua vida ao Karate que adota o nome japonês de “Masutatsu Oyama”, que significa “elevação da alta montanha”. Na sua terra natal, o jovem Hyung Yee descobre bem cedo as artes marciais locais, notadamente o Tae-Kyon e o Tae-Kwon-Pup. Estas duas disciplinas seriam depois combinadas para dar nascimento ao Tae-kwondo. Ainda em seu País, Oyama estuda também diferentes formas de Kenpo Chinês e Japonês. Nessa época, o principal modelo humano de Oyama “Otto Von Bismarck”,”o unificador da Alemanha”: Sempre tive o desejo de ser o Bisrnarck do Oriente, saí de casa aos 13 anos e fui para Tóquio”.

    Em Tóquio, Oyama pratica de início o Judô no Kodokan – Centro Mundial dessa arte. Em 1938 matricula-se na escola de Karate Shotokan, dirigida por Gichin Funakoshi e seu filho Yoshitaka: “Pratiquei o Karate Shotokan… mas já duvidava de sua abordagem linear. E não gostava da idéia de controlar minhas técnicas. Era rígido demais para mim, então parti…”
    Oyama deixa o Dojo Shotokan em 1940, depois de ter trabalhado cerca de um ano e meio. Partiu depois que Yoshitaka, filho do fundador, é derrotado por um expert do Goju-Ryu.

    Oyama5 (Small)De qualquer forma, a maioria dos experts japoneses mais conhecidos, em um momento ou outro, haviam passado pelo Shotokan e Oyama não seria exceção. Deixando Funakoshi, Oyama torna-se discípulo de So Neishu. Este, de origem coreana (seu nome anterior era Cho Hyung Ju), tinha pôr mestre Gogen Yamaguchi, fundador da ramificação japonesa do Goju-Ryu, e era membro da organização Nichiren-Shô-Shu. É por seu intermédio que Oyama estudaria o Zen:”No Karate, o que conta sempre mais que as técnicas ou a força é o elemento espiritual que permite ao indivíduo mover-se e agir em plena liberdade.

    Oyama (Small)

     

    Para se alcançar a boa atitude de espírito, a meditação Zen é muito importante. Quando dizemos que essa meditação implica em um estado de impassividade e na ausência total de pensamento, queremos dizer que através dessa meditação podemos vencer a emoção e o pensamento, e dar a nossas capacidades um curso mais livre que nunca. O homem que quer seguir o caminho do Karate não pode negligenciar o Zen e o aperfeiçoamento espiritual”.

     

    Sob os conselhos de So Neishu, Oyama estuda durante algum tempo sob a direção do próprio Yamaguchi. Em 1947, vence o All Japan Karate Championship que teve lugar em Kyoto, no Karuyama Gimmasium.

     


    Masutatsu Oyama – Kyokushinkaikan Karate



  • UM EXÍLIO VOLUNTÁRIO

    Oyama9 (Small)

    Em 1948, depois de ter passado alguns meses na prisão, Oyama se impõe um exílio voluntário de 18 meses, no monte Kiyosumi, distrito de Chiba: “Quando estava na prisão, depois da Segunda Guerra Mundial, ciente de não estar qualificado para ensinar ou para trabalhar e incerto quanto ao futuro, decidi me dedicar exclusivamente ao Karate… Ao ser posto em liberdade dirigi-me imediatamente para as florestas retiradas do monte Kiyosumi, onde treinei sozinho por um ano e meio. Penso que todos que se dedicam à uma causa devem passar por um período de isolamento desse gênero.

     

    Meu treinamento cotidiano começava bem cedo, com uma sessão de purificação espiritual efetuada sob as águas geladas de uma cascata. Depois do que eu voltava, correndo, à minha humilde moradia para dar prosseguimento ao meu treino. Utilizava tudo que a natureza colocava à minha disposição para desenvolver minhas condições físicas e minha força Tomava cuidado em não negligenciar nenhuma parte do corpo, nenhum aspecto do treinamento. A manhã era assim dedicada ao fortalecimento de minhas qualidades musculares e funções respiratórias. Corria pelas montanhas, mudava de lugar, subia em pedras e troncos de árvores, mergulhava nas torrentes geladas. Esse treino matinal terminava com nova sessão de meditação.

    A tarde era dedicada à prática do Karate. Eu havia instalado makiwaras nos troncos das árvores e eu os golpeava durante várias horas, com os punhos e com os pés. Exercitava-me também no quebramento até que o estado de minhas mãos me impedisse de continuar.
    Durante todo o tempo de meu retiro nessas montanhas, nem um dia se passava sem que me entregasse ao penoso e violento treinamento, fizesse que tempo fizesse. Quando a escuridão caía sobre as montanhas, eu podia medir a absoluta profundeza de minha solidão… cercado pelas trevas e pelo silêncio, acendia uma vela em minha pobre cabana e pendurava na parede uma folha de papel branco sobre a qual eu havia traçado dois círculos: o da direita (Sei), simbolizava a ação e o da esquerda (Do), simbolizava a inatividade.

    Observando esses dois círculos, entrava em profunda meditação. Esse prolongado retiro, longe de toda civilização permitiu-me aumentar de maneira considerável o nível de Karate, mas sobretudo atingir um estado mental peculiar que não tinha mais nada em comum com o de antes…”
    A medida em que Oyama toma consciência de suas prodigiosas faculdades, um projeto começa a germinar em seu espírito: o de realizar uma façanha fora do comum, que provasse a superioridade do seu Karate sobre todas as outras formas de combate a mãos nuas. Decide finalmente repetir os feitos de certos praticantes de Kempo de Okinawa: Abater Touros.


  • DUELO COM TOUROS

    Antes de enfrentar os primeiros touros, Oyama vai a diferentes matadouros da prefeitura de Chiba, a fim de testar seu poder de golpe. Depois de várias tentativas cuidadosas, ele consegue abater seu primeiro touro. A técnica consistia em desferir um golpe de punho direto (tsuki) sobre a fronte do animal, entre os olhos, no ponto em que os profissionais exercem a pressão com a ajuda de uma marreta e de um martelo.

     

    Em 1950, Oyama enfrenta seu primeiro touro em uma arena. A besta dobra sob o efeito do primeiro tsuki mas Oyama não consegue acabar com ela. Tenta um golpe circular com a mão (Shuto Mawashi Uchi) e quebra os chifres do animal. Depois disso, no Japão e nos Estados Unidos, enfrentaria 52 touros, partindo os chifres de 49 e matando os 3 outros. Um desses confrontos foi filmado pela Shochiku Motion Picture (Produtora de Filmes).


  • ESTADOS UNIDOS E SUDESTE ASIÁTICO

    Em 1952, Oyama é convidado pela U.S.A. Professional Wrestling Association, de Chicago (Estados Unidos). Faz-se acompanhar do judoca Endo Kokichi, faixa preta 6º Dan e de um lutador havaiano apelidado “The Great Togo”.

     

     

    O Wrestling Hall de Chicago era um imenso ginásio que podia receber mais de 15.000 pessoas. Naquela noite, estava lotado. Great Togo me apresentou ao público. Ele falava inglês e eu não entendi uma palavra do que ele disse. Eu devia fazer uma demonstração de meus talentos de Karateca, antes da luta-combate que deveria se constituir no acontecimento principal da noite. Eu havia previsto quebrar de início uma única tábua de madeira de uma polegada de espessura, depois duas, três… até quebrar cinco tábuas empilhadas umas sobre as outras. Mas quando me apresentaram as tábuas surpreendi-me com o tamanho delas: tratava-se na verdade de duas tábuas de madeiras de 5 polegadas de espessura cada! Compreendi então que a barreira da linguagem poderia me custar caro… A primeira tábua quebrou no ato sob o efeito de meu primeiro golpe e Endo me perguntou se eu queria continuar. Ele segurou a segunda tábua com ambas as mãos e recuou um passo para firmar sua posição.

    Era a primeira vez que eu tentava quebrar uma madeira tão espessa, mantida verticalmente… Após breve instante de concentração quebrei essa segunda tábua com um único tsuki. Devia efetuar a quebra seguinte em tijolos. Mas ignorava-me que os tijolos americanos eram bem mais duros que os tijolos japoneses, além disso, não havia nenhum suporte rígido sobre o qual dispô-los e o chão era coberto por espesso e macio tapete. Golpeei a primeira vez em Shuto, sem sucesso. Fiz nova tentativa, de resultado idêntico… Decidi então tomar mais tempo para me concentrar e estranha calma começou a me invadir. A cólera e a impaciência deixaram aos poucos meu espírito, enquanto nova força me penetrava… Consegui! Fui ovacionado como jamais o fora antes.

    Voltando ao vestiário, encontrei um homem que me esperava… Ele examinou minha mão direita com atenção e disse: “Queria que as mãos de meu filho fossem tão fortes como esta”. Esse homem era Jack Dempsey, um dos maiores pugilistas de todos os tempos. Após essa demonstração, na turnê que empreendem pelos Estados Unidos, Endo e Oyama tomam respectivamente os nomes de”Ko Togo”(Pequeno Togo) e”Mas Togo”. Entre 1952 e 1954, Oyama efetuaria mais de 200 demonstrações e aceitaria vitoriosamente numerosos desafios contra lutadores e pugilistas: “Na verdade, eu não tinha vontade de partir nessa turnê. Desgostava-me aceitar dinheiro em demonstração de Budô, mas era preciso viver e me ofereciam 100 dólares por semana, todas as despesas pagas. Para o período pós-guerra, no Japão, era uma fortuna… Ah! eu era muito forte nesse tempo. Teria podido ser campeão de atletismo, mas tudo que me interessava era o Karate”.

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    Em 1954, após uma estadia nas Ilhas do Havaí, Oyama retorna ao Japão onde funda em Tóquio, o primeiro “Oyama Dojo”. Durante o ano de 1956, faz uma estadia em Okinawa antes de empreender longa viagem pelo Sudeste Asiático. E nessa condição que enfrentaria um Campeão de Boxe Tailandês apelidado Black Cobra.

     

     

    forçaUm dos objetivos de minha viagem pelo Sudeste Asiático era testar a eficiência do Thai Boxing como método de autodefesa… Black Cobra era um lutador perfeitamente confiante de suas capacidades em enfrentar um Karateca. Eu não tinha dúvidas de que ele era rápido e poderoso! Suas técnicas de pernas eram notáveis e perigosamente eficientes. Varias vezes ele tentou me atingir na cabeça com chutes circulares. Ele tinha também excelente disparo de golpe e não hesitava em saltar sobre mim cada vez que via urna oportunidade… Possuía um sentido espantoso de equilíbrio e ainda que tivesse falhado em suas tentativas de chutes, não perdeu por um instante sequer a posição, o que é raro nesse tipo de técnica.

    Durante os primeiros minutos do combate, eu lhe dei a impressão de suportar mais ou menos seus ataques… Eu precisava encontrar a abertura e o momento favorável… Finalmente consegui encaixar um ataque no queixo, de mão em faca. Encadeei imediatamente um chute no corpo. Ambos caímos… mas eu fui o único a levantar! Apesar de tudo, eu não ficara inteiramente satisfeito com minha vitória. “Precisava melhorar minha capacidade de encadear técnicas de braços e pernas…”.

     

     



  • A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL KYOKUSHINKAIKAN KARATE

    Em 1957, Oyama funda a International Karate Organization Kyokushinkaikan (Associação da Extrema Verdade), em margem a outras organizações japonesas de Karate. Oyama detestava o “Business-Karate” e os permanentes desentendimentos da Japan Karate Association: Na época do primeiro campeonato mundial, decidi manter as competições no Ginásio destinado a Artes Marciais (Budo-kan) em Tóquio, porque de todos os imóveis disponíveis era o único capaz de acomodar mais de 10 mil espectadores que sabíamos viriam assistir as competições (em outra ocasião usamos um Ginásio Municipal com capacidade para 1.300 pessoas).

    O recinto lotou e cerca de 5 mil pessoas viram-se impedidas de entrar, na porta, por falta de espaço. Entretanto, notificaram-nos que o Ginásio Budo-kan não nos iria ser alugado. Corri para saber o motivo e ouvi de um jovem empregado, que nosso pedido havia sido recusado por acharem que o Karate Kyokushinkaikan não era um Karate legítimo. Perguntei então que justificativa havia para isso e o serviçal me disse que era o numero de adeptos de uma escola de Karate que determinava sua legitimidade.

    masutatsu3_clip_image058Acrescentou que considerava determinada escola verdadeiramente legítima e ficou muito embaraçado quando lhe fiz notar que o maior número de público que aquela escola era capaz de reunir em Torneios e Campeonatos era cerca de 3 mil pessoas, enquanto o Karate Kyokushinkaikan atraia mais de 10 mil pessoas. Percebendo que o número de publico não ia justificar a recusa do Budo-kan, o interlocutor me disse que não podia nos alugar a sala porque durante nossos Torneios derramava-se sangue. Mas sangue era também derramado nas competições de Boxe que o Budo-kan nunca havia hesitado em permitir nas suas dependências. Mais tarde, verifiquei que um poderoso dirigente de outra associação de Karate estava por trás desse incidente. Alguns anos antes, havia nos oferecido uma grande ajuda financeira se nossa organização se filiasse a tal associação, mas eu recusara… ”


  • PRIMEIRA PUBLICACÃO – PRIMEIROS ENCONTROS

    Em 1958, Oyama publica seu primeiro livro: “What is Karate?”. O sucesso fulgurante dessa obra o levará a publicar mais tarde “This is Karate” (1965) e “Karate, The World of the Ultimate” (1984). Também em 1958, Edward Bobby Lowe cria a ramificação havaiana da Kyokushin-kai e no ano seguinte organiza em Honolulu o primeiro torneio oficial de Karate Kyokushin, o First Hawai Karate Tournament. Nessa ocasião, Oyama efetua pessoalmente uma demonstração de kata e quebramento. Em 1960, o segundo torneio havaiano já conta com a participação de 16 países. Em 1962, é organizado no Madison Square Garden de Nova York o primeiro North America Open Karate Tournament, vencido por Gary Alexander.

     

     

    Em 1964, a organização Kyokushinkaikan ocupa espaço na crônica internacional ao aceitar um desafio lançado por lutadores tailandeses. A escola de Oyama é a única a aceitar e delega 3 de seus representantes para ir a Bangkok. Três lutadores viajaram até a Tailândia para desafiar os Tailandeses, os combates terminaram em 2×1 para os Japoneses, Tadashi Nakamura e Akio Fujihira (Conhecido como Noboru Osawa) venceram. Nessa mesma noite, o único perdedor foi Kenji Kurosaki, que futuramente recebeu o título de “Rachaderman” após ter realizado mais de 120 lutas na Tailândia, tornado-se o percussor do Kickboxing no Japão, formando inclusive uns dos melhores lutadores da época como Fujiwara e etc. Kurosaki descende de família de Samurais, fundou seu próprio Dojo chamado “Mejiro GYM”, e por ter divergências com Osamu Noguchi pelo título de criador do Kickboxing Japonês, resolveu criar seu próprio estilo conhecido com “Shin Kakuto Jutsu” (Nova Arte de Combate).


    Kyokushin vs Muay Thai in 1964


     

    E somente em 1969 que se organiza em Tóquio o primeiro All Japan Open Karate Tournament. Esse torneio e vencido por Yamazaki Terutomo, enquanto Soeno Yoshiji (futuro fundador do Shidokan) se classifica em segundo lugar e Hasegawa Kazuyuki em terceiro. No ano seguinte, Hasegawa é o primeiro, Yamazaki o segundo e Soeno o terceiro. Depois, os vencedores desse torneio serão: Sato Katsuaki (1971), Miura Miyuki (1972), Royama Hatsuo (1973), Sato Katsuaki (1974), Sato Katsuaki (1975), Sato Toshikazu (1976), Azuma Takashi (1977), Ninomiya Joko (1978), Nakamura Makoto (1979), Sanpei Keiji (1980), Sanpei Keiji (1981), Sanpei Keiji (1982), Onishi Yasuto (1983), Kurosawa (1984), Matsui Akiyoshi (1985), Matsui Akiyoshi (1986), Yasuhiko Kuwajima (1988), Yamaki Kenji (1989), Akira Matsuda (1990), Yoshihiro Tamura (1992), Kazumi Hajime (1993), Yamaki Kenji (1994), Kazumi Hajime (1996), etc.

     

    Em 1972, Oyama ocupa novamente a crônica internacional. Nesse ano, uma equipe japonesa (independente da IKO e da Kyokushinkaikan) participa de maneira desastrosa de uma competição organizada em Paris. Oyama insiste no caráter duvidoso desse confronto, denuncia as regras de “não contato” em vigor nessa competição e lembra a total ausência de representatividade da equipe japonesa presente na França.

     

    Em 1975, a I.K.O. organiza em Tóquio seu primeiro World Open Karate Tournament, vencido por Katsuaki Sato. Hoje a organização Kyokushinkaikan esta presente em mais de 130 países. Todos os anos, em cada um desses países, desenvolvem-se as competições regionais e nacionais que preparam os competidores para o torneio mundial de Tóquio, a cada 4 anos. “Aparentemente todo mundo quer ver o Karate nos Jogos Olímpicos. Com certeza, para o Karate esportivo seria muito bom. Mas o problema é como entrar. Há tantos estilos diferentes. Se aceitarem a modalidade, seria preciso que fosse em 4 categorias: peso pluma, médio, pesado e categoria aberta. Mas tudo isso não é Budô e para o verdadeiro budoka não tem nenhuma importância. ” Katsuaki.



  • A PROVA DOS CEM COMBATES (HYAKUNIN KUMITE)

    Depois de suas estadias em Okinawa e nas ilhas do Havaí, Oyama decide reviver, no Karate Kyokushinkaikan, uma prova antiga, praticada desde muito tempo nas escolas de Kendo e Judo: a prova dos cem combates. Existe a história celebre de que Oyama, na época de seus melhores dias, efetuou a prova dos cem kumite durante 3 dias seguidos, ou seja, fez cem combates por dia durante 3 dias. Nessa ocasião seu dojô já era famoso pelo valor de seus lutadores e o próprio Oyama teria saído seriamente ferido de uma das provas, tendo entretanto vencido todas elas. Esta é a prova máxima de perseverança e espírito do OSU!

    A Organização Kyokushinkaikan construiu a sua força não somente com a habilidade em combate e a coragem do seu fundador, o Sosai Masutatsu Oyama, mas também com a força dos seus praticantes. Assim, Sosai Oyama introduziu um teste único e exclusivo chamado de “Hyakunin Kumite”, que significa “combater contra 100 Homens”. Este teste é considerado como o último teste no kyokushinkaikan karate. Quando um karateka chega ao grau de Shodan (Faixa Preta), é confrontado com dez rounds de kumite duro. Mas o teste final do espírito Osu encontra-se na prova dos “100 Combates”, onde enfrentará cem oponentes consecutivos em rounds que duram um minuto cada.

    Sosai Oyama descobriu que o elemento primário não é a habilidade física, que facilmente poderá ser ensinada, mas uma atitude face à vida – força de vontade indomável, coragem e determinação – o espírito de Osu no seu extremo. O karateka não deve somente completar os cem combates, deve também preencher outros requisitos para o êxito da prova – quando derrubado não pode ficar no solo mais de cinco segundos, e deve ganhar claramente por Ippon ( nocaute), mais de cinquenta combates. Quem ficar no tatame por mais de 5 segundos falha o teste, mesmo se isto acontecer no último combate.

    Sosai Oyama adaptou essa ideia de uma tradição das Artes Marciais que datava da metade do século XIX. A fim de demostrar que é possível passar este teste, na sua juventude, Sosai Oyama combateu 100 opositores por dia durante três dias consecutivos. Ele queria continuar por mais um quarto dia, mas ficou sem oponentes para combater. Ganhar um torneio como o Campeonato do Mundo representa sete ou oito rounds de kumite duro, normalmente divididos sobre três dias. Mesmo contando com quatro prolongamentos no máximo o competidor teria de encarar não mais do que trinta minutos de kumite, mas com intervalos demorados entre os combates para descansar e tratar dos ferimentos; e isto dificilmente pode ser comparado com os trezentos combates sem intervalos efetuados por Sosai!

    Um praticante de boxe poderá comparar esta prova com 300 rounds de boxe divididos sobre três dias, com um oponente fresco em cada round ! Para um jogador de futebol, isto seria como jogar três jogos de Grandes Finais por dia durante três dias consecutivos, e sempre sem intervalo ou qualquer outra paragem entre os jogos. E mesmo hoje, na nossa era dos super – atletas e programas de treino científicos e assistidos por computador, provavelmente não há um só homem que poderia repetir esta incrível proeza de Trezentos Homens Kumite, de Oyama. Não é de admirar, que só 14 pessoas no mundo passaram este teste com êxito, porque neste teste só os mais fortes, tanto mentalmente como fisicamente, vencem.

    O primeiro a completar este teste foi Steve Arneil de Inglaterra (30 anos de idade em 1965) e cinco meses mais tarde Tadashi Nakamura. A seguir Shigueru Oyama (1966), Loek Hollander da Holanda e John Jarvis (ambos em 1966). Até esta data a prova dos Cem Combates realizava-se em dois dias.

     

    É então que Sosai Oyama decide que a prova dos Cem Combates passará a realizar-se num só dia. Shihan Howard Collins, 7º Dan da Grã – Bretanha foi o primeiro a completar o teste com esta nova regra e em menos de 4 horas, em 1972. Desde então, todos os que passaram o teste fizeram esta proeza em menos de quatro horas. A seguir foi o Miyuki Miura (1973) e treze anos mais tarde Akiyoshi Matsui (1986) e Ademir da Costa do Brasil em 1987. Em 1995 dois dos mais experimentados karatekas também conseguiram passar este teste: Kenji Yamaki, 4º Dan do Japão, e Francisco Filho ,4º Dan do Brasil. Estas últimas provas tiveram lugar na sede da organização de Kyokushin no Japão e foram filmados ao vivo. Yamaki, campeão mundial. realizou a sua prova em 18 de Março, 1995 e teve a duração de 3 horas e 27 minutos. Francisco Filho, (1º não japonês) Campeão Mundial, combateu no dia 22 de Março, 1995, e levou 3 horas e 8 minutos para completar a prova . Ganhou 26 combates por Ippon, 50 por decisão (wazari), e empatou em 24. O último a passar este teste foi Hajime Kazumi no dia 13 de Março de 1999, em 3 horas e 20 minutos. Ao completar este proeza, eles juntaram-se a um grupo de elite de homens que são considerados lendas vivas no Japão e no Mundo do karate. São estas as pessoas que o Sosai Oyama considera como os verdadeiras budokas, porque a sua preparação leva anos a formar um espírito indomável e uma vontade de ferro.

    Todos os que passaram este teste único são pessoas muito humildes, e nunca se gabam deste fato. Para conseguir este proeza não é preciso ser Campeão do Mundo, porque dos 14 , só Matsui, que ganhou o 5º Campeonato Mundiall, Kenji Yamaki e Francisco Filho, o recente vencedor do 7º Campeonato Mundial foram Campeões. Muitos karatekas incluindo o Bi-Campeão Mundial Makoto Nakamura, tentaram passar este teste e falharam. Kenji Sampei, falhou a sua primeira tentativa após 49 combates. Mas não desistiu e conseguiu passar o teste na Segunda tentativa.

    Para conseguir este proeza, é necessário ter um forte domínio do “Espírito de Osu“, em outras palavras, perseverança além dos limites normais. A “prova dos Cem Combates“ é o “Teste Supremo do Espírito do Osu“, o último teste da perseverância física e mental do Kyokushinkaikan Karate. A Prova dos Cem Combates oferece ao karateka sério e dedicado, um desafio como não há outro em qualquer outra Arte Marcial ou desporto. Até o tortuoso Tour de France, ou a Havaí Ironman Triathlon não podem ser comparados, se bem que requerem uma capacidade de resistência e força de vontade enorme. Difíceis como são, mesmo assim são passados todos os anos por muitos participantes. Sosai Oyama demostrou que este último teste do kyokushinkaikan karate pode ser ultrapassado, e lembra-nos de colocar os nossos objectivos tão longe e alto quanto podemos.


    HYAKUNIN KUMITE – AKIRA MATSUDA


    HYAKUNIN KUMITE – MATSUI AKIYOSHI


    HYAKUNIN KUMITE – KAZUMI HAJIME




  • OS ALUNOS DE OYAMA

    Mas. Oyama teve um certo numero de alunos que, por razões diversas, separaram-se da corrente original do Kyokushinkaikan para fundar suas próprias organizações. Entre eles: Ashihara Hideyuki (fundador do New International Karate Ashihara-Kaikan), Azuma Takashi (fundador do Karate-Dô Daido-Juku), Kurosaki Kenji (pioneiro do Kick Boxing japonês), Ninomiya Joko (fundador do Karate Enshin-kai), Oyama Shigeru (fundador do World Oyama Karate Organization), Sato Katsuaki (Campeão do 1º Campeonato Mundial Kyokushinkai em 1975 e fundador do Karate Sato-Juku), Nakamura Tadashi (um dos raros homens a ter efetuado a prova dos cem combates, fundador do World Karate Seido-Juku), Soeno Yoshiji (fundador do World Karate Association – The Shidokan), Kazuyoshi Ishii (fundador da World Seidokaikan Karate Organization e criador do evento de maior popularidade no Japão – K-1). Na Europa, Steve Arneil (Inglaterra, o primeiro estrangeiro a conseguir êxito na prova dos cem combates – fundador da International Kyokushin Karate Federation), Jhon Bluming (pioneiro do Kyokushinkai na Holanda e o primeiro 6º Dan estrangeiro concedido por Oyama – fundador do Kyokushin Budokai), Jan Kallenbach (atualmente responsável pelo Taikiken na Holanda) e Alain Setrouk (pioneiro do Kyokushinkai na França, fundador do Kyokushin-Boxing). No Brasil assim como no resto do mundo tivemos alguns alunos diretos de Masutatsu Oyama, que fundaram suas próprias organizações: Eisho Nakaza (fundador do estilo Nakaza Juku), e outros que foram discípulos de Seiji Isobe (Branch Chief of Brazil): Eduardo Hatakeyama (fundador do estilo Kyoei Kan), Kojem Nagata (fundador do estilo Nagata Ryu), Ademir da Costa (fundador da Seiwakai), e muitos outros.

    Outros alunos diretos formam os mais recentes grupos:

    O Campeão Mundial Kenji Yamaki, fundador do o Yamaki Ryu; Yukio Nishida fundador da Sebukai Karate, Hiroki Kurosawa (Campeão Japonês) fundador do Kurosawa Dojo, Hatsuo Oyama fundador da Kyokushin-Kan e muitos outros que ainda fundarão diversos estilos, porque cada um tem um pensamento.

    ASHIHARA AZUMA NIMOMIYA BLUMING KUROSAKI
    SATO SHIGERU ARNEIL SOENO NAKAMURA
    YAMAKI KAZUMI KUROSAWA NISHIDA ISHII

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  • OS LIVROS DE MASUTATSU OYAMA

    Masutatsu Oyama escreveu inúmeros livros que ajudaram a divulgar o Kyokushinkaikan no mundo inteiro. Os pensamentos, filosofias assim como as técnicas do Karate Kyokushinkaikan foi amplamente divulgado nestes livros e ajudaram a cultuar todo o misticismo em torno deste estilo.
    Masutatsu Oyama fez com que muitas pessoas de diferentes países do mundo, onde não havia o Kyokushinkaikan viajassem até o Japão para conhecê-lo. Ou até mesmo Masutatsu Oyama passasse temporadas ensinando o Kyokushinkaikan, por contas todas pagas pelo contratante entre eles empresários, reis e príncipes. Assim o Kyokushinkaikan ganhou fama internacional e puderam ser praticados por inúmeras pessoas.
    Muita gente ainda não conhece estes livros escritos por Masutatsu Oyama, mas em breve o Shihan José Koei Nagata estará disponibilizando estes livros digitalmente, entre os mais famosos “WHAT IS KARATE”, “THIS IS KARATE” e “ADVANCED KARATE”.

    O Shihan José Koei Nagata digitalizou o Livro “KARATE VITAL” (em português) e as pessoas interessadas podem entrar em contato por e-mail: nagatajk@gmail.com

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    FILME – FIGHTER IN THE WIN – OYAMA O LUTADOR LENDÁRIO

    A história do Mestre Masutatsu Oyama

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