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| February 23, 2018

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BASTÃO : BÔ ou KUN

A utilização de um pedaço de madeira para se defender atravessa muito tempo atrás. Desde idades tenras, o homem empregou este instrumento para sua própria defesa, de apoio a caminhadas e de instrumento agrícola.
Com o passar dos tempos estas técnicas foram aperfeiçoadas e transformadas em poderosas armas de combate. Um simples pedaço de madeira, em mãos de peritos transforma-se em uma letal arma de combate. O bastão por ser prático, e a arma de base para muitos outros empregados. O bastão fortalece os punhos e braços, trabalhando o tônus muscular e coordenação, sendo eficazmente comprovadas em combate letal.

Na dimensão japonesa da arte de combate, no entanto, a madeira não foi (pelo menos durante a era feudal) um material primário utilizado na manufatura de armas, mas o ferro e o aço. Porém, constituiu uma fértil, embora secundária, dimensão cuja potencialidade estratégica foi explorada, desenvolvida e sistematizada até vários métodos começarem a tomar forma, cada método completo e efetivo dentro e fora dela mesma.

 

Por causa do fato delas serem comparativamente menos perigosa para a prática que uma lâmina, o bastão e várias outras armas de madeira eram usualmente utilizadas em dojo de treinamentos de escolas de bujutsu, onde as técnicas de armas longas e espadas eram ensinadas.

 

Com o tempo, os uso relativo das armas de madeira se desenvolveu tão bem que, o combate real usando o bastão ou a espada de madeira, foi engajado por guerreiros (mesmo em auto-defesa contra um injusto e potencialmente letal ataque estando o adversário armado ou não).

 

 

O emprego de réplicas de madeira de armas de aço ou de ferro possibilitou um resultado letal não desejado ser minimizado e, em casos de habilidade excepcional, eliminou quase que totalmente essa chance de acidente.
Esse fato ajuda a explicar a popularidade do bastão entre os membros da classe social que abominava a idéia do derramamento de sangue de seus companheiros.

 

Padres, monges, viajantes, pessoas comuns e até poetas usaram o bastão ou outro instrumento de madeira, muitos dos quais são usados até hoje com vários propósitos. Até os guerreiros competiam em teste de habilidade utilizando estas armas.
De acordo com o dicionário, o bastão é qualquer coisa alongada de larga variedade.

 

Especificamente, dentro da dimensão militar da cultura japonesa, no entanto, o bastão ou um instrumento similar de madeira era usado primariamente no treinamento dos guerreiros em técnicas que, em combates reais, envolveriam o uso de uma lâmina de aço mortal. Assim, encontram-se tantas especializações no uso do bastão quantas forem especializações com a utilização de armas, pois a madeira substituiu quase que todas elas na época.

 

A relação entre elas duas o bastão e a arma que ele representa foi tão íntima que a técnica e a estratégia de uma era virtualmente indistinguível da outra numa troca simbiótica. Desta forma, um espadachim poderia empregar o bastão curvo imitando o formato de uma espada com a mesma precisão de uma lâmina.

 

As técnicas (jutsu) criadas pelo emprego efetivo destas armas de madeira, no entanto, foram substancialmente as mesmas empregadas quando usadas com o ferro ou aço. Cada uma, no entanto, também se desenvolveu independentemente da disciplina com a qual estava relacionada, produzindo seu próprio legado e corpo de literatura.

 

 

A primeira especialização, naturalmente é representada pela arte do bastão longo com a espessura do Bo – o Hasaku-bo ou o Rokushaku-bo.

A segunda é representada pela arte do Jo ou bo ou ainda Han-bo.

 

 

Um dos métodos particulares no uso do Jo ou Bo é um que é praticado nos dias atuais, não tanto quanto arte real de combate – Jojutsu – mas com as disciplinas que emprega a forma do Jodo.
Tanto o Jo quanto o Bo possuem em sua particularidade a preservação da sua forma inicial, ou seja, na prática de artes de guerra (jojutsu e bojutsu).